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Superfície do rio vista de cima, com água verde-escura e pequenas ondulações

Rio Semelhante ao Mar

Faixa 01 de 07 · Paraná

João Fiorenza

No álbum
Faixa 1 de 7, em Paraná
Composição
João Fiorenza
Clipe
Capa do clipe de Rio Semelhante ao Mar

Clipe em breve

Gravado em 2026. A data de publicação será divulgada nas redes; a previsão é outubro.
Ouvir
Nas plataformas em outubro de 2026. Avisos no Instagram

“Rio Semelhante ao Mar” abre o álbum e apresenta o ponto de partida de toda a narrativa. A faixa nasce da leitura etimológica adotada no projeto para o nome Paraná: em Guarani, “Para” remete a mar e “Anã” à ideia de semelhança, formando a imagem de um “rio semelhante ao mar”. Esse rio aparece como força que organiza a vida, atravessa o território e carrega memória, natureza e ancestralidade. Antes das fronteiras, das cidades e das invasões, já existia uma relação profunda entre terra, água e povos originários. É desse princípio que o álbum parte: reconhecer o que veio antes para imaginar o que ainda pode existir. Enquanto pudermos lutar pela terra que vai ser o chão dos nossos sonhos, vamos continuar sonhando.

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Letra

Para Anã significa rio semelhante ao mar
O grande rio que organiza o curso da vida
Tudo aqui é sagrado, a natureza é pura
Servimos a força ancestral que carrega todos os saberes da criação.

Forjados nas matas de Araucárias e nos Perobais
Nossos símbolos sempre foram vivos.

Aos guerreiros Guarani, os donos da mata Kaingang, o Clã do Sol Xokleng, o povo Xetá e os Sutis. Se hoje colhemos o que plantamos, foi pelo cuidado que vocês tiveram por essa terra.

E o apagamento cultural que promoveram aqui não foi capaz de silenciar a nossa memória. Até tentaram, só não contaram que as águas jamais pararam de pulsar e ecoar o som das matas.

Do firmamento do sol às fases da lua.

Do Rio Paraná, Iguaçu, Tibagi, Ivaí e Piquiri

Das Sete Quedas a Superagui

Nós somos a fumaça do fogo que ainda resiste.
Somos a semente que insistiu em nascer entre as rachaduras da história.

E quando a araucária apontar novamente para o céu,
Quando o vento percorrer os cânions e os campos gerais,
Quando o Paraná voltar a ouvir a sua verdadeira voz

Será neste momento que vamos entender que nós, os filhos do rio de intensa corrente, herdamos do tempo a verdade.

E enquanto pudermos lutar pela terra que vai ser o chão dos nossos sonhos, vamos continuar sonhando!